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JONAS PAIM

JONAS PAIM

Jonas Paim é natural de Caxias do Sul.

Autodidata, há 18 anos a pintura o acompanha por quais forem os caminhos – e, ainda que muito jovem, já percorreu alguns.

A arte é, portanto, seu recurso desde a infância. Atualmente em Curitiba, Floripa também já foi sua praia. Mas a praia dos artistas, segundo nosso papo, é mesmo viver em um mundo estranho, aquele lugar de ondem nos chegam as coisas mais interessantes, também em matéria de arte; respiros do inconsciente.

No caso se Jonas, poderíamos, quem sabe, dizer respingos. É que uma de suas marcas registradas (se é que em arte podemos assim referir uma assinatura) são as pinturas em acrílico nas quais a tinta, como força vital ou sentimento, resvala no movimento de uma explosão, o destino final de um impacto, um encontro último, um limite rebate; ou rebote.

Nesses figurativos tão seus e tão o outro, ora mais definidos, por vezes abstratos, o que desmancha, evanesce ou estoura não é resultado de um impulso qualquer, mas de um traçado firme, convicto.

Com um trabalho que encontra inspiração meio rock n´roll, a explosão e a ruptura com as margens encontrou metáfora nas obras cujas molduras não se impõem como limites, ao ser extensão e continuidade.

 Entre invasão e extravasamento, a descoberta de que a transgressão pode encontrar modos admiráveis de ser e de falar. Definida, portanto, uma linguagem.

O segredo, talvez, esteja no abraçar dos próprios enigmas na dualidade que, nas obras de Jonas, para mim se expressa na ousadia de retratar figuras de ambivalência humana e animal, a fazer pensar em qual é, de fato, o lugar do selvagem e a fazer dos híbridos um retorno leve, mas suficiente, à mítica.

Para a boa medida entre signos e cores, o contraste entre os desenhos marcados em preto e a atmosfera do colorido intenso compatibilizam a soma de pretensos monocromáticos capazes de produzir vibrações de idêntica frequência. Por isso, talvez, seu trabalho, lugar de equilíbrio, guarde uma musicalidade que ultrapasse as referências assumidas para apostar em novas.

Em alguns dos quadros de Jonas, obras de “outra fase”, a assinatura está de ponta cabeça e o J trocado pela letra T. O que nos podem dizer as iniciais!? A substituição de uma única letra!? Enigmático, seu jeito de inverter a ordem já não se deixa apontar; Jonas Paim, agora com todas as letras, torna-se a cada dia mais difuso em quadros que estão aí – para serem decifrados; e para [nos] devorar.

Exposições individuais:  2015 – Marbô Bakery – Arte e Gastronomia – Curitiba – PR.

                                   2016 – Café Bathé – Curitiba – PR

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