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Gessiron Alves Franco

Siron Franco

Gessiron Alves Franco, mais conhecido como Siron Franco, (Goiás25 de julho de 1947) é um artista plástico brasileiro cuja obra é reconhecida no Brasil e no exterior. Como pintor, alcançou notável reconhecimento em sua participação na 12a. Bienal Nacional de São Paulo - 1974 onde foi premiado como o melhor pintor do ano. Suas obras estão presentes nos mais importantes museus do Brasil, como MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), MASP (Sao Paulo), MAC (São Paulo).

Siron é pintor, desenhista e escultor. Passou sua infância e adolescência em Goiânia, tendo sua primeira orientação de pintura com D.J. Oliveira e Cleber Gouveia. Começou a ganhar a vida fazendo e vendendo retratos. A partir de 1965, decidiu concentrar-se no desenho, seguindo os esboços grotescos e irreais que tinha em mente. Entre 1969 e 1971 residiu em São Paulo, frequentando os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levi, em São Paulo e integrando o grupo que fez a exposição Surrealismo e Arte Fantástica, na Galeria Seta.

O artista é muito ligado às questões sociais: quando do acidente com o césio 137, elemento radioativo que causaria grandes danos de saúde a pessoas pobres de Goiânia, o artista pintou série intitulada “Césio”, atuando contra o descaso das autoridades diante do desamparo dos cidadãos. Os povos indígenas também foram tema de um memorial feito por Siron Franco, em respeito e homenagem ao contínuo massacre dessas populações. A devastação da natureza também seria um de seus motivos, denunciando a caça e a matança de animais.

 

Críticas

"Dono de um ótimo e particular domínio técnico, seu colorido de tons baixos, cinza e marrons acrescenta uma atmosfera dramática aos seus enredos. Preferindo falar amplamente do homem e sua ferocidade, Siron desenvolveu muitas séries, tendo sempre em mira esse personagem como um animal perigoso. Na cabeça - o olhar perverso e o ranger de dentes - está o ponto principal de referência dessas implicações. Há um grande sarcasmo em toda a obra, povoada de criaturas goiescamente carcomidas e decrépitas. Agrupadas ou isoladas, suas personagens se entre/autodevoram num clima de agressividade. Na luta entre o racional e o irracional se evidencia o último, responsável pela degradação humana. E, na luta pela sobrevivência, ele aponta o lado sórdido e cruel das tramas internas do poder. Assim, vem acrescentando à sua fileira de personagens os novos-ricos, mandatários, executivos, panfletários, comerciantes, corruptos, loucos, bestas e vítimas, componentes do quadro capitalista". Aline Figueiredo

"A ligação com a vida é um traço da própria personalidade de Siron, sempre presente, sempre atuante, buscando interferir no processo social e político. Esse traço "participante" do cidadão - do pintor - se expressa em manifestações que às vezes extrapolam a linguagem da pintura para se valerem de formas heterodoxas de expressão. Assim, as instalações que Siron criou sempre tiveram um caráter de intervenção imediata nos acontecimentos, seja denunciando o estado caótico e homicida do trânsito nas metrópoles brasileiras ou o alto índice de mortalidade infantil no país. A mais recente e notável dessas obras é o Monumento às Nações Indígenas, construído na periferia de Goiânia. Esse monumento, cuja forma exterior imita o mapa do Brasil, se vale da própria criatividade do índio brasileiro para assinalar o reconhecimento de sua contribuição à arte e à cultura nacional. Ao concebê-lo, nos termos em que o concebeu, Siron Franco ao mesmo tempo desce às fontes imemoriais que também alimentam sua própria imaginação e sua arte". Ferreira Gullar

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