CLARA PECHANSKI

CLARA PECHANSKI

Clara Pechansky fez da figura humana, sobretudo mulheres e músicos de câmara, um traço indelével de sua produção. O clima sereno que marca essas composições torna suas obras facilmente reconhecíveis. Mas em uma trajetória consolidada como a da artista gaúcha, são muitos os momentos que ficam para trás à espera de um olhar que os ilumine de modo a encontrar neles novos e resinificados sentidos.

Nascida em Pelotas, em 1935, e formada pela antiga Escola de Belas Artes da cidade em 1956, Clara se transferiu ainda na juventude para a Capital. Foi aluna de mestres como Aldo Locatelli e Alice Soares, de quem teve lições de pintura e desenho, e também estudou com Glenio Bianchetti, Glauco Rodrigues e Xico Stockinger.    – São artistas que tiveram um papel muito importante na minha vida – diz Clara. – Não só por estudar a técnica, mas, acima de tudo, por eu ter aprendido a me identificar como artista. Com Locatelli, aprendi a postura ética profissional. Essa disciplina ficou em mim, é muito mais do que misturar tintas.

Foi a partir da projeção obtida como ilustradora, especialmente na Editora Globo de Porto Alegre, que Clara tornou-se um nome referencial da arte gaúcha. Armindo Trevisan, Moacyr Scliar e Lya Luft estão entre os que escreveram sobre seu trabalho.  

                   – Eu me considero basicamente uma desenhista que é formada em pintura e que trabalha eventualmente com gravura, desenho, colagem e o que me interessa no momento – diz. – Mas ilustradora, sempre quis ser desde pequena. Por isso, digo que desenho há pelo menos 75 anos.

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